quinta-feira, abril 10, 2008

Destilado


Pensara
com suas mãos
por toda a tarde

filosofias
que nada diziam
sobre a mesa

e
o
chá
quente

destilado

Ouviu
a pergunta

esperada

e respondeu
com o
desdém conveniente

Em seu íntimo
sentiu o
porque
do seu trabalho

Estava condenado
na
distante
eternidade

*Alexandre Gomes Vilas Boas




*todos os direitos reservados

Nota: Fiz esta tela para a Nini, meu amor.

Um comentário:

mary disse...

Boiaçu
a Cobra-grande
é a Mãe das Cobras
entre os Povos da Floresta
Não só indígenas
Mas todos os ribeirinhos
Ela guarda os segredos da Noite
Da Grande Noite Anterior ao Tempo

Ela doou a Noite aos homens
Em porções pequenas
Para que descansassem
A pedido de sua filha
Que de um deles
Se enamorou

Boiaçu
É a Mãe da Coragem
Pune os incautos
Que sem honrá-la
Vão ao rio
Acordá-la
Na profundeza escura
Das águas amazônicas